domingo, 12 de julho de 2009

Férias!

Não há nada melhor que férias, depois de 4 meses(3?) me matando para passar em 5 matérias, e quando acaba tudo ainda fico com um MM( média)...eu queria SS(super xD) em tudo, ehauheauieh...

Muitos amigos já viajaram, muitos ainda vão viajar, mas nenhum vai estar comigo naquela data ingrata que é meu aniversário...povo mau >.<
mas beleza, acho que vou reservar o dia para comer coisas que amo, ler poemas de poetas que amo, assistir filmes de diretores que amo, algo do tipo, são 20 anos, né, não é um dia qualquer, bem que minha mãe dizia que até chegar aos 15 é devagar, mas dos 15 para os 20 é um sopro, eu eim...

Depois que eu cresci passei a olhar mais para o céu, e nele vejo todo o mundo , talvez veja até o que serei daqui há mais 20 anos...

O Maiakóvski nunca mais voltou para casa, enquanto isso, me contento com outros poetas...

Versos Dourados

Homem! livre pensador! serás o único que pensa

Neste mundo onde a vida cintila em cada ente?

De tuas forças tua liberdade dispõe naturalmente;

Mas teus conselhos todos o universo dispensa.

Honra a fera o espírito que fermenta...

Cada flor é uma alma em Natura nascente;

Um mistério de amor no metal reside dormente;

"Tudo é sensivel!" E o poderoso em teu ser se apresenta.
Receia, no muro cego, um olhar curioso:
À própria matéria encontra-se um verbo unido...
Não te sirvas dela para qualquer fim impiedoso!
Quase sempre no ser obscuro muro um Deus escondido.
E, Como um olho novo coberto por umas pálpebras.
Um espírito puro medra sob a crosta das pedras!
Gerard de Nerval

domingo, 21 de junho de 2009

Eu não devia pôr todos os dias, as aves num mesmo céu.


Estão livres, todos livres,

e eu ando, um pé na frente do outro

e eu corro, uma colher atrás da outra

e eu durmo, um sonho atrás do outro

Estão abertos, corpos abertos, bocas abertas com sorrisos cor-de-rosa

e eu fechada, côncava

emaranhada nos fios da terra como um passarinho tão inho

Conquanto, doravante prometo quebrar os fios,

prometo prometer não mais jurar meu amor à lua

prometo não derramar as estrelas nas lágrimas,

juro conter a convulsão só um pouquinho, para num momento prudente, talvez ofertá-la de uma só vez.

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Recomendo:

Filme-

A Doce Vida é a grande obra-prima do mestre Federico Fellini e também um dos maiores filmes da história do cinema. Roma, início dos anos 60. O jornalista Marcello (Marcello Mastroianni em desempenho memorável) vive entre as celebridades, ricos e fotógrafos que lotam a badalada Via Veneto. Neste mundo marcado pelas aparências e por um vazio existencial, freqüenta festas, conhece os tipos mais extravagantes e descobre um novo sentido para a vida.
Informações Técnicas

Título no Brasil: A Doce Vida

Título Original: La Dolce Vita

País de Origem: Itália

Gênero: Drama

Tempo de Duração: 173 minutos

Ano de Lançamento: 1960

Estúdio/Distrib.: Versátil Home Vídeo

Direção: Federico Fellini


Música:

Tchaikovsky - Bela Adormecida (Finale)

Livro:

Pedras de Calcutá - Caio Fernando de Abreu

terça-feira, 2 de junho de 2009

Por onde anda Maiakóvski?


Fiz como mandou, deixei-as crescer por quinze dias,
quando virá o prazer?
Tenho braços até parecidos, se roço as mãos no rosto com um pouco mais de vontade
quem sabe fique real, mais real ainda seriam os arranhões e mordidas,
quebraria os ossos e ao fim pediria perdão ao corpo lacerado, lacerado, lacerado.
Encarnaria o demônio uruguaio e protagonizaria um monólogo de autoflagelação?
Sim, provavelmente sim.
Uma dorzinha a mais o aliviaria.
Ele vive de dor, mas de qual?
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Engraçado, ele me lembra alguém...
Ai ai ai, isidore que falta me faz, Vladimir, por onde tu anda?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Eu sei que você quer que eu note!

Ajoelhei, pedi a Deus, que já não existia, um pouco mais de compaixão
por essas ruas cheias de pedras pontiagudas,
por essas luzes fumacentas,
pelos cigarros que não traguei,
Pedi perdão pelos cantos sujos,
pelos pingos de várias cores,
pelas paredes frias e macias à noite
Joguei ao chão os pertences que pude tirar,
só um ficou, choroso
açoitei as roupas, açoitei a casa e minhas mãos,
arranquei os pregos das portas que eu mesmo preguei,
deitei na grama queimada e vendei os olhos para ver o senhor.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

1 2 3 testando!