terça-feira, 4 de maio de 2010

Teresina

Sinto falta de muitas coisas, pessoas e lugares de Teresina, algumas bem mais que outras, era tão bom sentar na porta e ver o tempo passar devagarinho, namorar no terraço se escondendo da pouca luz do poste, aquela água gelada que era tão necessária antes de provar de um chuveiro elétrico, ir para a casa dos outros num piscar de olhos, caminhando mesmo, sabe?! sentir como se eu pudesse por a cidade inteira na boca e mastigá-la de uma vez só, mastigaria as pessoas queridas de lá, acho que para que nunca mais saiam de perto de mim, fazem tanta falta, existem pessoas e pessoas, as daqui são necessárias, assim como as de lá, a diferença é que as de lá me marcaram por muito mais tempo, e ainda dói meu coração ao pensar que estou tão longe delas, algo que me faz lembrar muito de teresina é a Validuaté, se eu gostei antes de conhece-los, amei estando ao lado deles, agora passo a adora-los, não só pelas ótimas músicas, mas pela inveja de saber que são eles que estão lá vivendo, compondo, sorrindo teresinamente, euaiehiuae

Birras

Miro teu espelho d'alma trêmulo de pranto
Derramar de águas tão salgadas rasas
Onde eu não vou me afogar
Fita o laço que a solidão teimou em dar em minha consciência tensa que não pensa em talvez te perdoar
E até quando vou ter que esperar uma palavra pra vir despertar um sentimento que venha compor minha sensatez?
Do meu coração no peito afoito
Saem melodias turvas desbotadas
Onde encravo a clave grave e clara fá
Num pomar de frutas tão de vez em quando
Eu reconheço quando um erro me condena
À pena de morrer de tanto amar


segunda-feira, 3 de maio de 2010















Para mim
Viro, desviro e só encontro aquilo
que queria ser: poeta
daqueles de olhar baixo que de cara se nota:
- esse ai sofreu!
Faria dos versos um paletó
e uma gravata das palavras que mais gosto;
O cabelo alinhado, puxado para trás
descobriria as pontudas orelhas.
Ainda hei de ser um desses
Ainda hei de emocionar
quem quer que leia os versos
mesmo sem palavra para rimar
Ainda hei de ser um desses
ver meu nome reluzir
me atirar de uma janela
cortar os pulsos, ou fugir
me isolar numa cabana
fazer pouco, enlouquecer
virar botão, desabrochar
e ser flor até morrer.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

-Escreve!
-Mas eu não sei o que escrever!
- Escreve!
-Vai, qualquer coisa, Fala do seu dia de ontem!
-Ah, ontem foi estranho me senti triste por não estar triste! e agora? ta bom?
- Ãham...com H!
- Então ta, que fazemos agora?
-Almoçar.
-*suspiro*
-Que tédio, são 11:40.*depois de um tempo risos*.....Ce num vai colocar isso no blog não né?
-...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Violino na TV


Lembrei daquelas borboletas que vinham vezenquando
repuxar os cantos da boca, bem que por esses dias elas podiam aparecer
e enfeitar um pouco mais,
as ponho aqui dentro e sinto o riso,
não só repuxam um esboço de sorriso,
gargalham em cada pedaço de carne e sei que elas têm
olhinhos de ramos de maracuj, olhinhos de nostalgia batida com morgue e duas pedras de gelo
mas por esses dias, aceito o gosto de unha roída e nervosismo sem açúcar.

domingo, 4 de outubro de 2009

Musiquinha de fundo(04/07/09)

Nas conchas e colheres se refletia a imagem maculada
de olheiras pontuais abaixo de olhos soturnos.
Tinha formigas por todo o lugar, até no pensamento
elas faziam questão de estar, passeavam por todo o corpo, e não
adiantava matar uma, duas, eram bilhões de formigas que irritavam o dia inteiro
De boca aberta pra tentar comer a imagem refletida naqueles metais,
e ninguém podia vê-la, como uma síndrome de Dorian Gray tentava escondê-la
enquanto nela os cabelos escuros e agora maiores já cobriam parte de um dos
ombros,
O que mais pesava era não ver pessoa alguma naqueles olhos, era não ter
alguém fincado naqueles grandes olhos negros
e era engraçado até, ver o mesmo rosto tantas vezes deformado, tantas vezes diluído,
embaçado, possuído de uma vontade de ser possuído,
e era só um rosto refletido em frigideiras, panelas, conchas e colheres,
era bem capaz de ser.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Teus olhos de controvérsia(22-09-09)

Se estendo o corpo, um dos teus vem e segura
encaixa as mãos como taças e dos seios tira o vinho
que escorre no canto da boca
que suja os lençois
que escorre por toda a casa
que não te faz falta
Esse mesmo vem, fica, perdura
um dia de olhos abertos
um dia de olhos tão pequenos quanto os pontos finais daquilo que leio
Esse mesmo incha na cama e
derruba aqueles que insistiam em ficar
tira no tapa todo pudor
treme uma frase, terme um gemido
jura o singular, jura o único,
jura o nós e
dorme
para que eu possa dormir no seu peito
para que possa jurar desse jeito
que não existe um outro eu em ti.

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"esse flerte é um flerte fatal"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

16:50

Não foi só u ou dois dedos, mas corpos inteiros
Entrando por todos os poros e buracos
Furando e deixando tudo escorrer
Foram jazidas inteiras extraídas do fundo do peito
E mesmo assim ainda pesava
E mesmo assim ainda se contavam vários pendurados e enfiados em todos os cantos
Alguns escolhidos, alguns foram parar lá sem qualquer explicação
E eles pesam
Assim como palavras bem escolhidas e feitas de punhal fazem feridas
Que pesam depois de um tempo
Grandes vãos sem portas ou janela
Apenas vãos molhados, com cordas mofadas de
Nós bem dados, nós inteiros, nós alados
E o peito comido perturbava o parco equilíbrio
E desejava de tudo
Nada fixava
Nada era constante
Tinha de haver um remédio que dopasse por completo
Mesmo de olhos pingando nada sentiria
Nada absolutamenteSó cheiros variados em cada ponta de dedo

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Dias e dias tentando ler os textos que ando sem saco para ler....=P
Música do dia: aquela lá... “ce parece um anjo, só que não tem asa...”
Obg por me acompanhar K.!